
Lixo se tornando luxo
...como quem refaz o próprio destino — um
achado por vez.
Entre descartes e esquecimentos,
(re)encontro fragmentos.
No que o mundo descarta,
reconheço memória, gesto e permanência —
de quem recolhe, compreende
e transforma o resto em registro.
Nasce da sensibilidade nesse vasculhar de
achados:
um museu do efêmero,
um relicário de fragmentos —
coleções de sobras e afetos salvos do esquecimento,
agora ressignificados e transformados em Wallpapers.
Inspirado, de longe, pelo Museu do Lixo da
COMCAP (Florianópolis),
este espaço transforma o lixo
em padrão, textura e contemplação.
Os dois são parentes —
um no chão,
outro na nuvem.
Um recolhe o que foi jogado fora;
o outro, o que foi incessantemente olhado,
mas esquecido de igual modo.
Contudo, a ambos,
o lixo — quando olhado com cuidado —
pode nos falar
de um mundo que ainda sabe
contar suas histórias.







MULI
SH⛶PPING do Lixo
Um dos primeiros espaços virtuais a musealizar o lixo
como sinônimo de imagem, memória e contemplação.
💬 Alguns objetos foram gentilmente ofertados —
a estes gestos de entrega, minha silenciosa gratidão.
